por Fabiano Caxito*
Não importa qual seja sua área de atuação profissional. Nas últimas décadas, o mundo do trabalho mudou! Quantas vezes ouvimos ou lemos notícias sobre reengenharia, downsizing, redução de níveis hierárquicos ou terceirização? Era comum, há alguns anos, que as pessoas tivessem um só emprego durante toda a sua vida. Quem trocava constantemente de emprego era mal visto pelas empresas. Tinha a “carteira suja”, ou seja, existiam vários registros profissionais em sua carteira de trabalho, mostrando que era uma pessoa pouco comprometida com as empresas nas quais trabalhou. Hoje, é não só comum como até recomendável que a pessoa tenha várias experiências profissionais.
Esta mudança não é verdade só nas áreas operacionais! Estudos mostram que 90% dos empregos de “Colarinho Branco”, ou seja, ligados às áreas administrativas, desaparecerão ou serão reconfigurados nos próximos anos.
E como funciona este novo mundo? Como o profissional mudará de empresa diversas vezes durante sua carreira, é importante que ele crie uma boa imagem em seu mercado, que sirva de referencial para as empresas que o contratarão. Neste novo mundo, o profissional, é tão bom quanto seu último projeto; Cresce... ou Desaparece; Depende de suas habilidades e competências; Tem que agir e pensar como um empreiteiro independente, que precisa construir uma reputação, ou seja, precisa deixar sua MARCA em todo projeto que faz.
Significa então que a segurança no emprego acabou? Do modo como a conhecemos, sim! Mas uma segurança no emprego MUITO antiga está de volta. Ela é baseada em um tripé:
Relacionamento = o profissional precisa construir uma rede de relacionamentos e contar com o apoio informal dos conhecidos e amigos. Esta rede foi tema de nossas últimas colunas.
Competência = o profissional precisa ter conhecimentos, habilidades e atitudes, ou seja, competências que sejam comercializáveis.
Diferenciação = O profissional precisa se destacar dos outros, precisa ser memorável, diferente.
Em outras palavras, o profissional precisa construir uma marca pessoal que o destaque dos demais profissionais e que aumente o seu valor no mercado. Uma marca é um nome, termo, signo, símbolo ou design que tem a função de identificar a promessa de benefícios associada a bens e serviços, e aumenta o valor de um produto além de seu propósito funcional.
Vamos dar um exemplo: o material e a mão-de-obra necessários para fazer uma calça jeans são sempre os mesmos: alguns metros de tecido, um zíper, um botão, alguns metros de linha e algumas horas de trabalho de uma boa costureira. Mas, enquanto uma calça jeans sem marca pode ser comprada por R$15,00 em lojas do Brás ou do Bom Retiro, uma calça semelhante, feita por uma grife famosa, chega a ser vendida por R$3.000,00 em lojas da Oscar Freire. E o que diferencia uma da outra? A marca. O propósito funcional, ou seja, vestir a pessoa, é atendido por ambas as calças. Mas a marca amplia este propósito. Ela também serve para demonstrar Status e poder de compra.
E uma pessoa, pode ser uma marca? Claro que sim. Pense em Michael Jordan, Gabriela Sabatini, Alex Atala, Washington Olivetto e tantos outros nomes que são verdadeiras grifes. O valor de um produto aumenta simplesmente por ter o nome de uma destas pessoas ligado a ele. Uma marca pessoal é um sinal de confiança, que atinge emoções e emoções orientam nossas decisões.
Mas uma sua marca pessoal tanto tem a ver com quem você é com quem você não é. Tem a ver tanto com as coisas positivas que você faz e que agregam valor a seu nome, quanto com as coisas negativas que diminuem seu valor. Em 1993, Ronaldo fenômeno foi vendido para o Cruzeiro por R$25 mil. Em 1994 o PSV pagou US$ 6 milhões pelo seu passe. Já em 1996 o Barcelona pagou US$20 milhões pelo jogador e o vendeu apenas um ano depois para a Inter por US$32 milhões. Em 2002 o Real desembolsou EU$45 milhões para ter o craque. Sem falar nas empresas que pagaram milhões para tê-lo como garoto propaganda. E agora, depois dos últimos episódios da vida de Ronaldinho, quanto será que vale seu passe? Com certeza, bem menos do que já valeu antes.
Em muitas profissões, a construção de uma marca pessoal já é algo muito comum, e está ligada a competência e a maestria, ou seja, a excelência deste profissional. Esperamos maestria de um neurocirurgião, de um músico, de um jogador, de um ator ou de um arquiteto. Se estes profissionais não deixarem sua marca de excelência em cada um dos trabalhos que fazem, com certeza não serão bem sucedidos profissionalmente e não conseguiram novos clientes ou fãs. E por que não buscamos desenvolver esta maestria nas nossas ações pessoais? Por que não pensamos em construir e deixar nossa marca em cada uma das atividades que fazemos no nosso cotidiano?
Pense nisso durante este mês e continuaremos a falar sobre o assunto na próxima edição. Até lá, invista em você. Deixe sua marca e Acelere Sua Carreira!
*Fabiano Caxito é Mestre em Administração Estratégica, MBA em RH, especialista em Docência, Graduado em Gestão Financeira, Coordenador, na Universidade Cidade de São Paulo, Consultor, Palestrante e sócio da BOSS Consultoria. Dentre as suas publicações está o lançamento ¨Não Deixo a Vida me Levar, A Vida Levo EU!¨, Editora Saraiva, 2009.
www.sejaprofissional.com.br
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