quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Colaboradores: é possível confiar em todos?

por Wagner Campos*

Recentemente um amigo me comentou sobre um fato que o havia deixado indignado. Achou na rua de seu condomínio, uma cadela da raça pastor, se não me engano. Comentou que a cadela estava machucada, maltratada e magra, possivelmente por passar fome por vários dias.
Pegou, levou para casa, tratou das feridas, alimentou, forneceu um novo lar e deu todo o carinho e atenção que uma pessoa poderia dar a um animal para manter que ele tivesse uma vida digna. Durante este período, a cadela aceitou toda esta atenção e carinho e sempre foi muito meiga.
Após a recuperação da cadela, ela passou a mostrar os dentes para ele, sempre agir de forma ameaçadora (mas nunca o atacou) e não demonstrando qualquer reconhecimento pelos cuidados que foram lhe oferecidos.
Na vida corporativa, muitas vezes as coisas não são tão diferentes desta realidade. Algumas instituições possuem em seu quadro de colaboradores, alguns profissionais os quais, quando buscaram a oportunidade de emprego desejada, se demonstraram proativos, interessados, fiéis e profissionais com quem as empresas acreditaram que poderiam investir para realizar alguns ajustes no perfil e contar em seu quadro, com a expectativa de trazerem bons resultados e competitividade.
Passando alguns meses, estes mesmos colaboradores, começam a realizar comentários maldosos, reclamar da empresa, do cargo, do salário, do chefe e de qualquer outra coisa que possam reclamar. Se não bastassem as reclamações, alguns iniciam ainda sua corrida em direção a instigar os colegas a pensarem da mesma forma. Soluções de melhoria, mudanças de comportamento de forma positiva ou adequação às realidades e possibilidades da empresa não apresentam uma sequer, mas as reclamações são incontáveis.
Praticamente toda empresa possui um ou mais colaboradores com este perfil. O que cabe a empresa é identificar quem se comporta de forma semelhante a esta situação e realizar uma conversa séria e transparente para identificar se deve manter ou demitir tal profissional.
Muitas vezes, o profissional em questão é altamente qualificado e de grande importância para a empresa, mas é necessário colocar na balança se todas estas vantagens e pontos positivos pesam mais a favor do que contra, uma vez que pode estar prejudicando o bom andamento das atividades, criando atritos internos e gerando uma negativação da imagem corporativa, satisfação no trabalho e criando ambientes de insegurança e incerteza.
E como identificar esta situação, uma vez que muitas vezes acontece quando o gestor ou proprietário da empresa não está presente? É sempre produtivo ter na equipe, colaboradores realmente envolvidos e satisfeitos com o trabalho. Mantenha proximidade deles e de maneira informal, busque estar atento aos acontecimentos. Note também se está ocorrendo alguma mudança de comportamento junto aos seus colaboradores. Muitas vezes, alguns se sentem incomodados com a postura destes que instigam os atritos e demonstram isso em suas expressões ou mudança de comportamento junto a tais profissionais.
Aproveite para realizar reuniões freqüentes com suas equipes e sempre que possível promover diálogo informal, pois através deles há uma identificação e sentimento de confiança onde os colaboradores realmente comprometidos, irão apontar  indiretamente e informalmente, meios de evitar fazer com que as ações negativas de outros, sejam ainda mais prejudiciais e possam ser remediadas sem muito desgaste.

*WAGNER CAMPOS é Consultor Empresarial, Diretor da True Consultoria e Especialista em Varejo, Marketing e Logística e apresentador do programa de TV Pessoas Empresas e Negócios. É Palestrante Motivacional em Vendas e Liderança. É Professor de MBA em Marketing e Vendas, MBA Gestão de Pessoas e nos cursos de graduação em  Administração, Marketing e Recursos Humanos. Contribuiu com empresas como Ambev, Unibanco, Whirlpool Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia". Contato para Palestras, Consultoria e Treinamentos F: (19) 3444.9599 - wagner@trueconsultoria.com.br - falecom@wagnercampos.com.br.


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Marketing sensorial – Sinta a diferença!

por Wagner Campos*

Desde os primeiros segundos de vida passamos a utilizar alguns de nossos sentidos para identificarmos o que nos traz segurança e conforto. Com o passar dos anos aprendemos a utilizar os cinco sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) de maneira mais apurada. Estes sentidos são, muitas vezes, responsáveis por algumas de nossas decisões. As decisões podem estar relacionadas tanto ao consumo quanto à necessidade de segurança por onde andar, para onde ir e como se preparar para se dirigir a qualquer lugar, caso chova ou faça sol e assim por diante.
O Marketing Sensorial é mais uma das maravilhosas estratégias de marketing que analisa o comportamento do cliente e suas emoções e visa criar um vínculo emocional entre o produto ou serviço e o consumidor.
Esta estratégia é uma alternativa que tem conquistado cada vez mais o espaço no ponto de venda, centralizando os esforços na transformação da experiência de consumo em uma atividade envolvente e marcante. Assim, fazer com que um restaurante de alimentação natural tenha essências que exalam odor de matas, músicas com som de cascatas, etc, com certeza será um meio de unir a harmonia de um ambiente agradável ao sabor de alimentos naturais ou vegetarianos, por exemplo.
O Marketing Sensorial não exige um investimento muito alto e dá resultados práticos a curto prazo, além de personalizar a experiência da compra, destacando o estabelecimento junto ao consumidor.
Como utilizar melhor o marketing sensorial? Veja a seguir algumas formas para otimizar seus resultados atentando-se aos pequenos detalhes que fazem grandes diferenças.
Visão: Cuidado com o excesso de cores e imagens. Evite poluição visual. O produto deve ter destaque sem que as muitas mensagens venham a confundir o seu público-alvo. O estabelecimento deve escolher cores que identifiquem sua ideologia.
Audição: Músicas devem ser adequadas aos ambientes. Em lugares mais agitados a música alta pode vir a atrapalhar. Escritórios, lojas e supermercados devem dispor de uma “rádio” interna própria, selecionando o tipo de música que envolva o ambiente ou então manter a sintonia em uma rádio que toque músicas que se identifiquem com o perfil dos clientes, num volume ideal ao seu público. Não se coloca, por exemplo, um Heavy Metal em um restaurante italiano no horário do almoço.
Tato: O consumidor brasileiro tem o hábito de “observar” com as mãos. Deixar os produtos ao seu alcance pode ser uma grande oportunidade de agradáveis experiências aos consumidores e novos negócios para a empresa.
Paladar: Este sempre foi o conquistador de todos. Há até o ditado: “conquistou o marido pelo estômago”. Oferecer ao cliente agrados como chocolates, balas ou outras guloseimas que agreguem além do sabor, características visuais e olfativas, poderá tornar a experiência de compra inesquecível bem como satisfazer o cliente pelo fato de ter ganho um brinde.
Olfato: As essências podem ser utilizadas para personalizar o ambiente. É necessário apenas ter cautela quanto ao exagero da quantidade ou excesso de essências distintas em um mesmo ambiente.
Identifique em seu estabelecimento quais os artifícios estratégicos do marketing sensorial que você pode utilizar e potencialize seus resultados. Agregue valor aos seus produtos e serviços criando uma experiência inesquecível aos seus clientes, e boas vendas!

*Wagner Campos é palestrante e Conferencista em Vendas, Motivação e Liderança. Administrador de empresas, com pós-graduações em Marketing, Comunicação e Negócios, Formação de Professores para o Ensino Superior e MBA em Logística. Possui experiência há mais de 12 anos na área, tendo desenvolvido experiência em empresas renomadas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos, Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia", Professor de MBA em Logística, MBA em Marketing e MBA em Gestão de Pessoas e Coordenador do Curso de Marketing do Grupo Anhanguera Educacional.

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sábado, 15 de outubro de 2011

Ambientes da negociação: como identificá-los

por Wagner Campos*

Cada negociação deve ser tratada de forma distinta. É importante identificar o perfil do negociador com quem estará lidando, a relevância do produto, os valores existentes, a real necessidade, o tipo de empresa, segmento etc. 

Se você vai a uma feira, fazer as compras para seu almoço de final de semana, provavelmente você irá pechinchar por um desconto ou outra vantagem. Devido ao tipo de ambiente da feira, existirá muita informalidade e oportunidade de descontração.

Quando está negociando com uma empresa a aquisição de um equipamento de milhares de dólares onde o mesmo poderá representar um ganho de escala, economia de tempo e qualidade provavelmente a negociação seja extensa, detalhada, com contratos e termos de responsabilidades entre as partes, principalmente se a substituição do equipamento venha a resultar no oposto, ou seja, parada de produção, inadaptabilidade com demais equipamentos, dificuldade de manuseio entre outros.

Se você vai alugar um imóvel a um amigo ou parente, devido ao relacionamento existente e a proximidade, poderá vir a abrir mão de compromissos contratuais por confiar no relacionamento existente. No entanto, isto não garante que não danifiquem o apartamento, que se mudem para ele e nunca paguem um aluguel ou que realmente será tudo tranqüilo.

Todas as situações são distintas, tanto em relação aos produtos ou serviços oferecidos quanto em relação ao tipo de envolvimento entre as partes. Logo, quanto maior o conhecimento do ambiente com o qual estará lidando, mais segura será a negociação uma vez que terá traçado todas as possibilidades positivas e negativas.

Através do ambiente identificado, também será possível estimar as posturas, comportamentos, argumentações dos envolvidos uma vez que os ambientes muitas vezes representam parte do perfil dos negociadores.

As negociações corporativas podem resultar em várias situações como por exemplo: vantagens exclusivamente financeiras, apenas relacionamento, vantagens financeiras e relacionamento, perdas financeiras na forma de investimento para relacionamento futuro.

Definir objetivo e meta de uma negociação é imprescindível para o sucesso de qualquer negociação. Assim, tenha em mente exatamente o que você deseja e onde deseja chegar para que possa negociar e realizar as concessões necessárias sem exagero e com sucesso.

Bons negócios!


*Wagner Campos é palestrante e Conferencista em Vendas, Motivação e Liderança. Administrador de empresas, com pós-graduações em Marketing, Comunicação e Negócios, Formação de Professores para o Ensino Superior e MBA em Logística. Possui experiência há mais de 12 anos na área, tendo desenvolvido experiência em empresas renomadas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos, Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia", Professor de MBA em Logística, MBA em Marketing e MBA em Gestão de Pessoas e Coordenador do Curso de Marketing do Grupo Anhanguera Educacional.

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